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Psicanálise

O silêncio na sessão psicanalítica por que ele importa

O silêncio não é ausência. Na psicanálise, ele pode ser o momento mais eloquente de uma sessão.

Gabriela Nunes

05 de março de 2024 · 6 min de leitura

O silêncio desconforta. Estamos tão acostumados com o barulho que o silêncio parece vazio. Mas na sessão psicanalítica, ele pode ser o momento mais cheio de uma conversa.

Na psicanálise, o silêncio não é o oposto da fala. É outra forma de dizer.

O que o silêncio comunica

Quando alguém para de falar em sessão, muita coisa pode estar acontecendo. Pode ser que uma emoção importante tenha surgido e ainda não encontrou palavras. Pode ser que um pensamento que assusta tenha aparecido na borda da consciência.

O analista aprende a ouvir o silêncio — não para preenchê-lo, mas para deixá-lo dizer o que precisa dizer.

A pressa de preencher

Vivemos numa cultura que desconfia do silêncio. Nas conversas cotidianas, um silêncio é rapidamente preenchido. Sentimos que precisamos sempre estar produzindo — palavras, respostas, desempenho.

A sessão analítica é um dos poucos espaços onde isso não é exigido. Onde o silêncio não é um problema a resolver.

O que emerge do silêncio

Muitas das elaborações mais significativas em terapia acontecem depois de um silêncio. Como se a pausa criasse espaço para que algo mais profundo pudesse aparecer.

É no silêncio que o inconsciente frequentemente encontra sua chance.

Escrito por

Gabriela Nunes

Psicóloga clínica com abordagem psicanalítica. Especializada no atendimento a mulheres que vivem em autocobrança e ansiedade.

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