O medo do abandono transforma relacionamentos que deveriam ser fonte de alegria em relações de sobrevivência.
O medo do abandono não é fraqueza. É uma cicatriz de quem aprendeu cedo que as pessoas vão embora.
Como esse medo se instala
Geralmente, o medo do abandono tem raízes na infância — em perdas reais, em figuras de apego instáveis, em ambientes onde o amor parecia condicional. A criança aprende: preciso me comportar de determinada forma para não ser deixada.
Esse aprendizado sobrevive na vida adulta, muitas vezes sem que a pessoa perceba de onde vem.
Os padrões que ele cria
O medo do abandono pode se manifestar de muitas formas: ciúme excessivo, dificuldade de colocar limites (com medo de afastar o outro), necessidade constante de reasseguramento, ou o oposto — se afastar antes de ser abandonada.
Todos esses padrões são tentativas de controlar o incontrolável.
O trabalho psicanalítico
Na terapia, esse medo pode ser investigado em sua origem. Quem foi a primeira pessoa que foi embora? O que você aprendeu sobre si mesma com isso?
Ao elaborar essas experiências, os relacionamentos presentes ganham mais leveza. Você começa a amar de um lugar mais seguro — não porque o outro prometeu ficar, mas porque você aprendeu a confiar mais em si mesma.
Escrito por
Gabriela Nunes
Psicóloga clínica com abordagem psicanalítica. Especializada no atendimento a mulheres que vivem em autocobrança e ansiedade.
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