A ansiedade é um dos sintomas mais comuns da contemporaneidade. Mas antes de tratá-la como um problema a ser resolvido, a psicanálise propõe outra pergunta: o que essa ansiedade está dizendo?
Ansiedade como sinal
Na perspectiva freudiana, a ansiedade funciona como um alarme interno. Quando o ego percebe uma ameaça, ele produz ansiedade como aviso. O problema é que, em muitas pessoas, esse alarme está permanentemente ativado.
A ansiedade não é o problema. É a mensagem. A terapia é o trabalho de aprender a ler essa mensagem.
O que ativa esse alarme?
Nem sempre a ameaça é concreta. Muitas vezes ela vem de dentro — de um conflito entre o que desejamos e o que acreditamos ser permitido desejar. Entre quem somos e quem achamos que deveríamos ser.
É aí que a psicanálise atua: não para silenciar o alarme, mas para entender o que ele está protegendo.
O caminho da elaboração
Elaborar a ansiedade psicanaliticamente significa dar palavras ao que antes só existia como tensão no corpo ou pensamento acelerado. Quando algo pode ser dito, ele perde parte do seu poder paralisante.
Não é um processo rápido. Mas é um processo que transforma.
Escrito por
Gabriela Nunes
Psicóloga clínica com abordagem psicanalítica. Especializada no atendimento a mulheres que vivem em autocobrança e ansiedade.
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