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Ansiedade

O que a psicanálise diz sobre a ansiedade?

Para a psicanálise, a ansiedade não é um inimigo a ser eliminado. É um sinal do inconsciente. Mas um sinal de quê?

Gabriela Nunes

01 de maio de 2024 · 8 min de leitura

A ansiedade é um dos sintomas mais comuns da contemporaneidade. Mas antes de tratá-la como um problema a ser resolvido, a psicanálise propõe outra pergunta: o que essa ansiedade está dizendo?

Ansiedade como sinal

Na perspectiva freudiana, a ansiedade funciona como um alarme interno. Quando o ego percebe uma ameaça, ele produz ansiedade como aviso. O problema é que, em muitas pessoas, esse alarme está permanentemente ativado.

A ansiedade não é o problema. É a mensagem. A terapia é o trabalho de aprender a ler essa mensagem.

O que ativa esse alarme?

Nem sempre a ameaça é concreta. Muitas vezes ela vem de dentro — de um conflito entre o que desejamos e o que acreditamos ser permitido desejar. Entre quem somos e quem achamos que deveríamos ser.

É aí que a psicanálise atua: não para silenciar o alarme, mas para entender o que ele está protegendo.

O caminho da elaboração

Elaborar a ansiedade psicanaliticamente significa dar palavras ao que antes só existia como tensão no corpo ou pensamento acelerado. Quando algo pode ser dito, ele perde parte do seu poder paralisante.

Não é um processo rápido. Mas é um processo que transforma.

Escrito por

Gabriela Nunes

Psicóloga clínica com abordagem psicanalítica. Especializada no atendimento a mulheres que vivem em autocobrança e ansiedade.

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